
Se tratando de filmes, os de "guriazinha" tomam à frente. Seriados, gosto dos mais complexos. Já livros, os mais intensos. Aqueles com uma estória de amor arrebatadora, que nem de longe gostaria de ser a personagem principal mas que a cada página me sinto na sua alma, são meus favoritos. Tendo uma queda fatal ao clássico.
Werther e Charlotte, Heathcliff e Catherine são meus casais prediletos! Ambos levados aos extremos da loucura e do desejo. Ambos, amores impossíveis e fatais. Ambos, personagens de livros clássicos que moveram e movem gerações.
Heathcliff e Catherine foi o casal que me acompanhou nos últimos dias. Estava há algum tempo querendo ler a respeito. E, após vê-lo sendo o livro favorito de uma personagem em uma saga infanto-juvenil, não pude resistir em ir às livrarias a procura do mesmo. As dúvidas do porquê da Stephenie Meyer ter citado ele como livro de cabeceira de Isabella Swan estavam me matando. Assim, logo, o livro tornou-se o meu livro de cabeceira.
Que grande história a jovem - destinada a ficar em casa pra sempre, após tentativas frustradas em colégios internos – Emily Jane Brontë criou!
Morro dos ventos uivantes.
"-Você me fez ver como foi cruel- cruel e falsa. Por que me despreza? Por que traiu seu coração, Cathy? Não tenho uma só palavra de conforto. Você merece isto. Você se matou. Sim, pode me beijar e chorar, e os beijos e as lágrimas que me arrancar à força lhe trarão a ruína- eles lhe trarão maldição. Você me amava, então que direito tinha de me abandonar? Que direito- responda-me- de cismar com Linton? Já que a mágoa, a degradação, a morte e nada que Deus e Satanás quisessem nos infligir poderiam nos separar, você, espontaneamente, o fez. Não parti seu coração- você mesma o partiu e, ao parti-lo, partiu também o meu. [...]Beije-me mais uma vez. Eu amo a MINHA assassina... mas a SUA! Como poderia?"
Morros dos quais foram cenário do amor do jovem casal. Ventos uivantes que ilustraram a loucura com (grandes) pitadas de crueldade do Heathcliff. Loucura conseqüente de seu amor fatal por Cathy.
"- Como morreu ela?- conseguiu ele afinal dizer...
- Suavemente[...]
- Que ela desperte em meio dos tormentos- gritou ele com terrível veemência.[...] E eu, eu rezo uma oração... hei de repeti-la até que minha língua se entorpeça... Catherine Earnshaw, que tu não possas encontrar sossego enquanto eu tiver vida![...] Sei que fantasmas têm vagado pela terra. Fica sempre comigo... encarna-te em qualquer forma... torna-me louco! Só não quero que me deixes neste abismo onde não te posso encontrar! Oh, Deus! é inexprimível! Não posso viver sem a minha vida! Não posso vier sem a minha alma!"
Assim, ele seguiu na sua jornada procurando pelo seu próprio céu. O céu dos outros não o importava.
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